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Água: uma riqueza a ser preservada

Economizar, não poluir e conservar a água
é essencial  para a sobrevivência da própria humanidade

(Foto: reprodução)
Por Welson Gasparini

Andei lendo alguns artigos que escrevi em 2011, no primeiro ano do meu atual mandato como deputado estadual, encontrando num deles motivação para tratar de um problema da mais absoluta gravidade: a água, essa riqueza lamentavelmente finita, ora começando a faltar em inúmeras torneiras de Ribeirão Preto e de toda a nossa região. Focalizava, então, minha participação em reunião do Rotary Clube Ribeirão Preto-Irajá (do qual, orgulhosamente,  sou sócio honorário) e manifestava o meu entusiasmo com uma iniciativa desse clube de  serviços: o lançamento do “Projeto Água”,  voltado  para a defesa do meio ambiente e iniciado, em sua parte prática, orientando e criando uma consciência conservacionista nos  alunos do Colégio  Santos Dumont relativamente à importância fundamental da água. Os alunos acompanharam  palestras relacionadas ao tema e, no final,  participaram  de  um concurso de redação, com direito a prêmios para os primeiros colocados.  Esse projeto tornou-se  possível graças à iniciativa do  Rotary Club Irajá e da Casa da Amizade, com o apoio do Ribeirãoshopping, da L´uminus, do programa “Maurício e Marcelo”, da Scala Adesivos, da Associação Diabetes de Ribeirão Preto, da DiGalvez – Ferramentas de Corte, da Facchini, da Supera – Ginástica para o Cérebro e da Kaufe Infoeletro.
Aproveitei para fazer reflexões sobre  a importância da água em nossas vidas e o quanto é necessário  evitar o  desperdício, infelizmente acontecendo em  larga escala no  nosso  dia a dia. Economizar, não poluir e conservar a água é essencial  para a sobrevivência da própria humanidade. Torna-se, portanto, de pungente atualidade a mensagem preconizada pelo Projeto Água: “a consciência de que é preciso mudar dependerá de nós, de nossas atitudes, comportamentos e nosso grau de civilidade”
Dados foram então apresentados: uma  torneira mal fechada, por exemplo,  pinga,  em um dia,   quantidade de água  suficiente para matar a sede de uma pessoa por vinte dias; uma ducha de 15 minutos, com a torneira aberta, consome 240 litros de água. Se fecharmos a torneira, enquanto nos ensaboamos, podemos reduzir pela metade esse consumo.Outro dado significativo: o ser humano pode passar 28 dias sem comer, mas só 3 dias sem beber água!
Esse Projeto Água cumpriu o seu papel de  orientar e esclarecer mas, agora, é preciso ir além: a redução do consumo de água doméstico tornou-se, até mesmo, uma questão de consciência. O uso consciente da água precisa ser adotado por todos nós  num momento em que o racionamento de água já acontece em São Paulo e em cidades de nossa região como Altinópolis, Batatais, Bebedouro, Cravinhos, Serrana e Pitangueiras.  Em Ribeirão Preto mesmo existem moradores- conforme a imprensa noticiou -  há 40 dias sem o precioso líquido em suas residências.
Prevenir, comprovadamente, sempre é melhor do que remediar: é preferível, portanto, um racionamento movido pela sensatez do que um racionamento compulsório,  conforme já começam a adotar  inúmeras cidades compelidas – em função da prolongada estiagem – pelo aumento da demanda e pela diminuição da oferta de água.





Welson Gasparini é deputado estadual/PSDB, advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto



A Família como centro da vida

"Precisamos aprender a cultivar menos os valores econômicos
e mais os valores de vida"

(Foto: reprodução/divulgação)
Por Welson Gasparini

Atendendo gentil convite de Edna Maria Barbosa de Matos, presidente do Rotary Clube de Ituverava, recentemente estive naquela cidade para proferir palestra sobre um tema que me preocupa, motiva e empolga: “FAMÍLIA.”   Os jornais focalizam, todos os dias – e com grande destaque – a violência urbana que, a cada momento,  faz mais vítimas, criando um clima de desconforto para a sociedade em geral.  Há, ainda,  debates sobre quais seriam os melhores caminhos para o desenvolvimento da nossa economia. Falam de juros, divida pública, desequilíbrio fiscal, controle da moeda, resultados das importações e exportações e outros temas até mesmo de  difícil entendimento para as camadas menos esclarecidas da população...
Lamentavelmente, pouca ou quase nenhuma atenção é dada à grave crise moral que  estamos atravessando. Aproveitei, assim, minha fala para destacar a omissão dos nossos governantes e de todos nós quanto à necessidade de uma reação diante desse quadro desalentador representado pela desagregação familiar,  origem básica de tantos desacertos... Muitas das nossas escolas  estão formando uma juventude totalmente alienada quanto à importância dos valores de vida; as  famílias, através dos pais e das mães, já não transmitem aos seus filhos princípios  espirituais,  morais e éticos  que deveriam conduzir os seus atos. Há,  apenas, a preocupação de orientá-los para serem  vitoriosos nas suas atividades, alcançando o maior êxito econômico possível. A degradação moral e ética chegou a tal ponto – conforme tive oportunidade de afirmar em pronunciamentos na tribuna da Assembleia Legislativa e em artigos para os jornais - que a sociedade respeita e admira o bem sucedido economicamente, desculpando suas desonestidades e vendo nas suas ações uma conduta “esperta”;. A malandragem, em muitos casos,  chega  até a ser indicada aos jovens como o caminho mais fácil para o sucesso, não importando que o  próximo ser lesado.  Quem manda – segundo essa mentalidade -  ele ser “bobo” ou “otário”?
A desagregação da família já está produzindo consequências terríveis e poderá ser mais ainda agravada se não houver, reitero, uma reação. Nos dias atuais, temos quase mais separações que novas uniões de casais. E, principalmente na classe pobre, estas separações acabam levando os filhos  dessas desuniões a serem moradores de ruas, viverem em orfanatos ou se abrigarem, em função de delitos cometidos, na Fundação Casa. É  urgente e imprescindível, portanto,  uma avaliação serena  da situação da família brasileira e a crise de valores morais e espirituais por ela vivida  para que uma reação forte aconteça. Como parte dessa reação, precisamos aprender a cultivar menos os valores econômicos e mais os valores de vida; a valorizar a convivência familiar; a estimular o respeito e o diálogo entre os pais e os filhos!
É fundamental  as famílias se unirem  em torno de princípios e de valores éticos e morais;  que saibam difundir, entre seus integrantes, a importância da solidariedade, da amizade e do respeito ao próximo; que cada um saiba  respeitar e tratar o semelhante  como gostaria de ser respeitado e tratado...




Welson Gasparini é deputado estadual/PSDB, advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto.

São Paulo não está entre as cidades mais violentas do mundo...

                                             
(Foto: reprodução/divulgação)

                                             | Por Welson Gasparini |

De acordo com relatório de ONG mexicana – divulgado no blog do ex-governador carioca César Maia –, 41 municípios da América Latina marcam presença no ranking das cidades mais violentas do mundo num crescimento avassalador: em 2012 eram 14 cidades; em 2013, 15. Em 2014, o relatório anual da ONG mexicana Conselho Cidadão Para a Segurança Pública e Justiça Penal adicionou mais municípios brasileiros e latinos ao ranking de 50 cidades com maior índice de homicídios do mundo. A maioria das “mais violentas”, eis um dado preocupante, está no continente americano (46 cidades); apenas na América Latina são 41.  Os países latino-americanos com maior problema de violência são Honduras, Venezuela, Guatemala, El Salvador, México e Brasil.
Com uma taxa de 187 homicídios a cada 100 mil habitantes, a cidade hondurenha de San Pedro Sula ocupa pelo terceiro ano consecutivo a liderança do ranking; o segundo lugar fica com Caracas, capital da Venezuela, e, em terceiro, Acapulco, no México, com taxas de 134 e 113, respectivamente, a cada 100 mil habitantes. Saíram da lista de 2014 as seguintes cidades que figuravam na lista de 2012: Brasília e Curitiba, no Brasil; Barranquilla, na Colômbia; Oakland nos EUA e Monterrey no México. Todas estas tiveram taxas inferiores ao 50° colocado, Valencia, na Venezuela.

Continuam nesse ranking negativo 16 cidades brasileiras. São elas: - Maceió (AL) com 79,8; / - Fortaleza (CE) com 72,8; / - João Pessoa (PB) com 66,9; / - Natal (RN) com 57,62; / - Salvador (BA) com 57,6; / - Vitória (ES) com 57,4; / - São Luís (MA) com 57,0; / - Belém (PA) com 48,2; / - Campina Grande (PB) com 46,0; / - Goiânia (GO) com 44,6; / - Cuiabá (MT) com 44,0; / - Manaus (AM) com 42,5; / - Recife (PE) com 36,8; / - Macapá (AP) com 36,6; / - Belo Horizonte (MG) com 34,7 e - Aracaju (SE) com 33,4.

Desagregação familiar - São Paulo, felizmente, apesar dos pesares – mas também em decorrência da política de segurança pública adotada pelo governador Geraldo Alckmin – não figura nesse ranking, embora o problema da violência em nosso estado seja grave em decorrência de um fator básico do qual me ocupo regularmente: a desagregação familiar. A família brasileira, lamentavelmente, está se afastando dos valores que tanto, no passado, a uniu; o respeito entre pais e filhos está em baixa e não há aquele espírito de fraternidade tão desejável entre os integrantes de uma mesma família. Vivemos, não custa repetir, uma crise moral agravada, sem dúvida, pela crise social representada pela falta de oportunidades de trabalho para grande parcela da população, notadamente para os mais jovens e para os mais velhos.



Welson Gasparini é deputado estadual/PSDB, advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto.

Impostos representam 36,3% do PIB...

Arcamos com uma carga tributária elevadíssima e não temos contrapartida
(Foto: reprodução)
Por Welson Gasparini

Impostos e tributos pagos no país em 2012, segundo estudo divulgado na última segunda-feira (20) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) somaram 36,3% do PIB (Produto Interno Bruto). Enquanto os guatemaltecos são os que pagam menos tributos entre os 18 países da América Latina pesquisados, o Brasil só perde – nesse ranking tremendamente negativo – para a Argentina.
Segundo o levantamento, os impostos e tributos pagos pelos brasileiros e pelas empresas correspondem a 36,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Na Argentina, essa proporção é de 37,3%. No Uruguai, terceiro no ranking, a carga tributária é de 26,3%. Na outra ponta, Guatemala, República Dominicana e Venezuela são os países onde a sangria dos impostos é mais leve: 12,3%, 13,5% e 13,7% do PIB, respectivamente. Os dados, mesmo referentes a 2012, são os mais atuais da entidade.

Em média, a carga tributária da região ficou em 20,7% do PIB em 2012, segundo a OCDE, acima da taxa de 20,1% do ano anterior.
Trinta e quatro países – em sua maioria desenvolvidos – compõem a OCDE. Nesse grupo, a maior carga tributária é a da Dinamarca, de 48% do PIB.
Carga tributária no Brasil cresce cada vez mais - Outro ponto preocupante: esses dados mostram que a carga tributária brasileira, como proporção do PIB, vem crescendo desde 2010. A última redução aconteceu em 2009, quando o PIB teve um forte crescimento, de 7,5%, fazendo com que os impostos passassem a representar uma fatia menor da economia. 
Brasil e Argentina vêm se revezando, nessa batalha indigesta para os seus habitantes, na liderança do ranking de carga tributária da América Latina nos últimos anos: em 2011, o Brasil estava no topo, com 34,9%, enquanto a Argentina aparecia em 2º lugar, com 34,7% do PIB; em 2010, no entanto, as posições estavam invertidas: Argentina na liderança (33,5%) e Brasil em seguida (33,2%).
O ranking atual é o seguinte: Argentina - 37,3%; Brasil - 36,3%;
Uruguai - 26,3%; Bolívia - 26,0%; Costa Rica - 21,0%; Chile - 20,8%;
Equador - 20,2%; México - 19,6%; Colômbia - 19,6%; Nicarágua - 19,5%; Panamá - 18,5%; Peru - 18,1%; Paraguai - 17,6%;
Honduras - 17,5%; El Salvador - 15,7%; Venezuela - 13,7%;
República Dominicana - 13,5%; Guatemala - 12,3%.
Ainda se tão elevada carga tributária fosse acompanhada de serviços públicos de qualidade, tudo bem. Não é, lamentavelmente, o que acontece: a saúde pública – de responsabilidade maior do governo federal – é um caos; o déficit habitacional é imenso; a educação pública deixa a desejar; as rodovias brasileiras (exceto as paulistas) constituem risco permanente para seus usuários; o saneamento básico de grande parte do país é precário etc. etc.

Arcamos com uma carga tributária elevadíssima – a segunda da América Latina e uma das maiores do mundo – e não temos contrapartida.
O Brasil, claro, não pode continuar como está; urge a criação de uma consciência nacional por mudanças substanciais numa política tributária equivocada e que penaliza tanto o empresário quanto, principalmente, o assalariado... ainda mais se partirmos do princípio de que salário não é renda, mas sim o pagamento a um trabalho efetivamente prestado!!!






Welson Gasparini é deputado estadual/PSDB, advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto.

Vidas sugadas

Flávia, a mãe Odele, ao fundo, no computador
(Foto: Marcelo Min/reprodução)
Por Welson Gasparini

Li, com emoção, o belo depoimento prestado à “Folha”, através da jornalista ribeirãopretana Cláudia Colucci, pela secretária executiva aposentada Odele Souza, relatando o drama por ela vivido pelo fato de sua filha Flávia, 16 anos atrás, ter sido sugada pelo ralo da piscina do prédio onde moravam, em São Paulo. O título da matéria, por sinal, é bastante expressivo e já nos induz ao seu conteúdo: “Vidas Sugadas”. Aliás, nos seis primeiros dias deste ano, pelo menos três crianças morreram afogadas após terem o cabelo ou o braço sugado por ralos de piscinas.
O problema, quero crer, não é simplesmente o ralo: é, também, a falta de prevenção por parte dos pais e responsáveis por esses menores. São casos como a da Flávia e outros mais ocorrendo no país que me estimulam a continuar numa luta na qual me empenho desde o início do meu mandato: a criação,  na rede estadual de ensino, de um programa educacional de prevenção de acidentes na infância.
Esse drama de Flávia, atualmente com 26 anos e há 16 vivendo em estado vegetativo permanente – respira sem ajuda de aparelhos mas não fala, não se move, só se alimenta por sonda e todas as secreções precisam ser aspiradas – é de cortar o coração de qualquer pai ou de qualquer mãe.
É necessário, concordo com a depoente, uma lei para tornar mais seguras as piscinas do Estado e do país; mas é necessário também, fundamental mesmo, as crianças e os pais se conscientizarem dos riscos oferecidos não apenas pelas piscinas como, igualmente, pela própria vida.
Governador não leu projeto - Vou continuar insistindo no sentido dos meus colegas deputados e dos líderes dos diversos partidos derrubarem o veto do governador do Estado ao projeto de lei de minha autoria criando o Programa Educacional de Prevenção de Acidentes na Infância como atividade obrigatória na rede estadual de ensino.
Quero crer que o governador Geraldo Alckmin – cuja sensibilidade humana e social o coloca num patamar bastante elevado entre as lideranças políticas brasileiras – não leu o projeto e se baseou no parecer de algum assessor. Essa lei, mesmo aprovada por unanimidade pelos deputados, foi  vetada, assim,  porque um assessor entendeu não ser  atribuição da  Assembleia legislar sobre assunto de tão indiscutível relevância...
Reitero o ponto de vista que expressei naquela oportunidade: se é uma lei boa, bastaria vetá-la e encaminhar projeto, de autoria do próprio governador , para evitar  – através da prevenção – acidentes domésticos envolvendo crianças.  Esse programa educativo de prevenção de acidentes na infância, por outro lado, não oneraria os cofres públicos porque seria desenvolvido em reuniões de pais e mestres e no interior das salas de aula.


Welson Gasparini é deputado estadual/PSDB, advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto.




2014 chegou. E agora?

"Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome ...
tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo"

(Foto: reprodução)
| Por Welson Gasparini |
2014, finalmente,  chegou.  Como todo o novo,  traz  em si uma carga de esperanças que poderá ser concretizada ou não. Um ano novo melhor depende, apenas, de nós. Sou fã da poesia tão mineira do Carlos Drummond de Andrade,  cuja receita de Ano Novo, formulada há não sei quantos anos, continua válida e merece, creio, ser seguida, pois depende de ingredientes muito simples para se viabilizar:
“RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.”
É isto aí: dentro de nós cochila e espera, desde sempre, o Ano Novo melhor por todos nós imaginado. Cabe-nos, agora,  enfrentar os desafios de cada novo dia do ano novo – que logo, como tudo o mais, também envelhecerá – com o coração  aberto, dando sempre o melhor de nós para superar todos os inevitáveis obstáculos ensejados pela própria vida.
O importante é a gente ter metas a cumprir e objetivos a alcançar; um dos meus objetivos como parlamentar, tantas vezes afirmado e reiterado, é a implantação da região metropolitana de Ribeirão Preto. Não é, entretanto, mesmo sendo um dos maiores, o único; também pretendo conseguir a desoneração dos impostos cobrados sobre os medicamentos, totalmente absurdos diante do fato do remédio não ser um luxo ou um capricho, mas, sim, necessidade imperiosa ditada pela enfermidade de quem o toma.  Vislumbro, ainda, a efetiva internacionalização do aeroporto Leite Lopes e a implantação, no Parque Tecnológico de Ribeirão Preto (projetado quando eu ainda era prefeito da cidade), de complementos como uma segunda FATEC (Faculdade de Tecnologia) e uma unidade da FURP (Fundação do Remédio Popular).
De qualquer maneira, temos de iniciar o ano novo com alguns sonhos e  batalhar, no seu transcorrer, para transformá-los em realidades...


Welson Gasparini é deputado estadual/PSDB, advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto.

2013 foi bom; 2014 haverá de ser melhor!

"Um Santo Natal e um Ano Novo muito feliz!!!"
(Foto: reprodução)
 
| Por Welson Gasparini |
Para meu mandato parlamentar – e fim de ano é época de fazer um balanço de mais um período de vida vivido – 2013 foi um ano extremamente positivo:  tenho muita honra de integrar e, inclusive, ser vice-líder da bancada do PSDB, uma tarefa relativamente fácil porque cabe-nos dar respaldo a um governo  honesto, competente e realizador como o é o de Geraldo Alckmin.
Foi um ano, além do mais, de conquistas para Ribeirão Preto e região, notadamente para as cidades – a exemplo de Mococa – onde estou presente com a minha ação política.
Estou, atualmente, no meu  oitavo mandato eletivo, numa carreira política iniciada em 1958 quando me elegi vereador em Ribeirão Preto e teve continuidade, quatro anos depois, na   primeira das minhas 4 eleições  como prefeito de Ribeirão Preto; conquistei meu primeiro mandato de deputado estadual em 1971; fui  deputado federal e presidente várias vezes  da Associação Brasileira dos Municípios.
Posso encarar meus eleitores com a tranquilidade de quem está cumprindo seu dever e buscando, sempre, valorizar cada voto recebido. Tive oportunidade de beneficiar, com emendas parlamentares, inúmeras entidades beneficentes; consegui creches e escolas para diversos municípios; recebi e atendi - em meu gabinete ou no meu escritório regional de Ribeirão Preto – centenas de prefeitos, vereadores e munícipes que me procuraram e me fizeram intérprete de suas reivindicações junto ao governo do Estado e seus organismos. Fiz questão, entendendo como um dever,  de dar atendimento personalizado a quantos me procuraram.
É um trabalho ao qual pretendo dar continuidade em 2014 e nos anos seguintes ,bem como concretizar um ideal  que me empolga há muitos anos: a criação e a instalação da Região Metropolitana de Ribeirão Preto; essa é, efetivamente, uma grande batalha na qual se empenham deputados estaduais (Baleia Rossi e Rafael Silva); deputado federal (Duarte Nogueira); prefeitos e vereadores de todas as cidades a serem beneficiadas por essa metropolização.  Não vou dar trégua ao meu amigo e meu líder, governador Geraldo Alckmin, enquanto ele não disser SIM a essa  reivindicação tão justa e tão legítima; sua implantação será o coroamento do meu trabalho parlamentar como representante desta região.
Sou, incuravelmente,  otimista; sempre imagino um amanhã melhor porque, para mim, pensamento positivo atrai fatos positivos. 2013 foi bom, mas 2014, tenho fé, ainda haverá de ser melhor. Não podemos, jamais, perder nossas esperanças e nem deixar de perseverar na luta pela conquista de nossos objetivos.
A todos que me leem e acompanham meu trabalho deixo meus votos de um Santo Natal e um Ano Novo muito feliz!!!
 



Welson Gasparini é deputado estadual/PSDB, advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto.

Uma perda para a humanidade

"Lutei contra a dominação branca,
e lutei contra a dominação negra"
(Foto: Le Nouveau Courrier/divulgação)

| Por Welson Gasparini |

A morte do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, aos 95 anos de idade, em Pretória, no último dia 5, representou, sem qualquer dúvida, uma perda para a própria humanidade. Poucas personalidades influenciaram tanto a vida de um país quanto Mandela, considerado, muito justamente, um verdadeiro pai para o seu povo. Conhecido como "Madiba" na África do Sul,  foi um dos maiores heróis da luta dos negros pela igualdade de direitos naquele país  e  um dos principais responsáveis pelo fim do regime racista do apartheid, vigente entre 1948 e 1993. Sua saúde frágil o impedia, nos últimos tempos, de fazer aparições públicas: a  última foi durante a Copa do Mundo de 2010, lá realizada.  Mas ele continuou recebendo visitantes de grande visibilidade, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton. Dos 95 anos que viveu,  27 ele permaneceu encarcerado; ao ser solto, no dia 11 de fevereiro de 1990, em  um evento transmitido mundialmente, prometeu que continuaria lutando pela igualdade racial; em 1993 ganhou o  Prêmio Nobel da Paz e, em 1994,  foi eleito o primeiro presidente negro da África do Sul, nas primeiras eleições multirraciais do país.
Sua filosofia de vida pode ser expressa na seguinte frase: “Lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Cultivei o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. Esse é um ideal pelo qual eu espero viver e alcançar. Mas, se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”.
"Odeio a arrogância racial" - Após o fim da carreira política, o ex-presidente sul-africano se voltou para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos. Participou de uma campanha de arrecadação de fundos para combater a Aids que tinha como símbolo o número 46664, que o identificava quando esteve preso.
Nelson Mandela deve ser lembrado como alguém que dedicou sua  vida ao serviço da humanidade, sempre trabalhando pela paz, pela liberdade e pela igualdade racial. Combateu, energicamente, a discriminação racial (“Odeio a arrogância racial que decreta que as coisas boas da vida devem seguir sendo direito exclusivo de uma minoria”), e definiu o apartheid como “uma mancha que não será apagada da história da humanidade”.  Conseguiu, num país cuja maioria negra era dominada por uma minoria branca, o ideal de uma nação multirracial, promovendo a reconciliação de uns com os outros. A paz, para ele, não era “ simplesmente a ausência de conflito” mas sim a criação de um entorno em que todos possam prosperar, independentemente de raça, cor, credo, religião, sexo, classe, casta ou qualquer outra característica social.  Ele via na eliminação da pobreza “não um gesto de caridade” mas, sim, “um ato de justiça”.
Com a morte de Mandela o mundo fica um pouco mais pobre; conforta, entretanto, a tantos quantos lamentam sua perda,  a certeza de que as sementes por ele plantadas continuarão germinando no coração dos homens e de que a força do amor é maior do que a do ódio...
 
 
Welson Gasparini é deputado estadual, advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto.

Revitalização do setor sucroenergético

Governo usa preço da gasolina para controlar a inflação
(Foto: reprodução/divulgação)
 
| Por Welson Gasparini |
O movimento pela revitalização do setor sucroenergético ganhou força,  é inegável, neste ano de 2013 mas ainda não terminou: frentes parlamentares (a exemplo da criada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, na Câmara Federal e na Câmara Municipal de Ribeirão Preto)  continuam sendo criadas em outras assembleias legislativas e em outras câmaras municipais. Criou-se a consciência da importância de  acabar,  urgentemente,  com essa  crise  de tão graves  consequências para os plantadores de cana, os trabalhadores e a indústria canavieira. Em três anos,  o consumo do álcool caiu 40% nos veículos que circulam em nosso País;  despencou, justamente,  devido a política do governo federal de usar o preço da gasolina como instrumento de controle da inflação.
De 2006 a 2013, sob o controle do governo federal,  o valor  subiu apenas doze por cento nas bombas. E sabe-se que o preço do etanol está atrelado a 70% do valor pago pela gasolina, uma vez que o consumo de motores flex é 30% maior que o da gasolina.
Neste ano, dos brasileiros com carros flex, apenas 23% estão abastecendo com etanol (álcool). Em 2009,  o registro era de 66%  de motoristas fazendo uso do produto ecologicamente limpo em substituição à gasolina. Como resultado dessa situação o setor sucroenergético do País entrou em grave crise. Nos dois últimos anos, 57 usinas no País encerraram suas atividades criando forte crise entre os trabalhadores, com grande índice de desemprego nas indústrias e usinas cujas atividades estão relacionadas a esse importante setor. E, nas atividades rurais,  houve graves prejuízos aos plantadores de cana, que perderam seus empregos, e aos proprietários rurais, que ficaram desamparados com a produção sem destino e se perdendo no campo. É verdade que o governo federal fez a desoneração do PIS/Cofins para o etanol em abril,  mas a medida não foi suficiente para retirar o setor da crise.
No centro, vereador Mauricio Gasparini e deputado Welson Gasparini em reunião na Frente Parlamentar Intermunicipal, em Ribeirão Preto
(Foto: divulgação)
A Assembleia Legislativa de São Paulo tomou posição firme e criou a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético; ao lado do meu amigo, deputado Roberto Morais, sou coordenador da Frente e várias reuniões foram realizadas na Assembleia Legislativa com a participação das lideranças dos diversos setores que atuam no sistema produtivo atingido por essa crise. Em Brasília, na Câmara Federal, também foi criada uma frente parlamentar para sensibilizar o governo federal quanto à importância de urgentes medidas para acabar com essa crise do setor sucroenergético do País; igual providência foi adotada na Câmara Municipal de Ribeirão Preto onde, por iniciativa do vereador Mauricio Gasparini,  foi criada a Frente Parlamentar Intermunicipal de apoio ao setor sucroenergético.
É preciso, entretanto, que o governo federal sinta a gravidade da questão e tome providências em defesa, sobretudo,  dos trabalhadores  antes que seja tarde demais. São milhares nas cidades e nos campos enfrentando o desemprego. Há também os empresários que acreditaram na importância da produção do etanol para o País, tanto para a economia quanto para a melhoria das  condições de meio ambiente.
Espero, sinceramente, a sensibilização do governo federal expressa em medidas urgentes e efetivas para devolver, ao etanol,  a importância perdida nos últimos anos.
 
 
Welson Gasparini é deputado estadual/PSDB, advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto.

O Ano da Fé

A fé precisa ganhar vitalidade
 
| Por Welson Gasparini |

 
No último domingo, 24 de novembro, na solenidade de  Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, todos os padres e todas as paróquias da Arquidiocese de Ribeirão Preto estiveram reunidos,  a partir das 15h00, no Ginásio Docão, em Sertãozinho, para,  em unidade com o Papa Francisco, encerrar o Ano da Fé. Nesse dia não houve  missas nas igrejas no período da tarde e noite. Às 17h00, o arcebispo Dom Moacir presidiu a missa de encerramento do Ano da Fé iniciado,  às 15h00, com  apresentações culturais, vídeos, testemunhos de jovens que participaram da Jornada Mundial da Juventude e apresentações musicais.
Com a carta apostólica “A Porta da Fé”, de 11 de outubro de 2011, o Papa Bento XVI, convocou um Ano da fé que começou no  dia 11 de outubro de 2012 e terminou  em 24 de novembro de 2013. Foi escolhido o 11 de outubro porque este dia marcou  os cinquenta anos da abertura do Concílio Vaticano II, o maior acontecimento da Igreja no século XX e um dos maiores dos   vinte séculos de história do catolicismo. Essa data marcou também os vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica formando dois pontos de coincidência e   mostrando  a intenção do  Ano da Fé se alimentar nessas duas fontes.
As propostas e objetivos do Ano da Fé consistem em “redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo”. Todas as iniciativas surgidas na celebração do ano da fé devem favorecer o encontro com Cristo e favorecer o conhecimento sempre maior dos conteúdos da fé.  Também representa uma ocasião favorável para aprofundar o conhecimento dos principais Documentos do Concílio Vaticano II e o estudo do Catecismo da Igreja Católica, norma segura para o ensino da fé.
A fé precisa ganhar  vitalidade, tornando-se uma convicção profunda e uma força real, graças ao encontro com Jesus Cristo;  caso contrário as iniciativas de reformas na Igreja serão ineficazes. 
Como católico e como cristão acompanho,  com alegria, esse processo de renovação da Igreja Católica Apostólica Romana  simbolizada pela escolha de um Papa disposto a quebrar paradigmas, estabelecendo uma maior Interação com os fiéis de todas as classes sociais, mas priorizando, sempre, os mais humildes e mais necessitados.
 



Welson Gasparini é deputado estadual/PSDB, advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto.

O assassinato do menino Joaquim Ponte Marques

 
O País o adotou como um filho, um neto, um bisneto
ou um irmãozinho merecedor de total carinho
(Foto: arquivo pessoal)
 
| Por Welson Gasparini |

 
De certos temas não há como fugir porque eles mostram uma face extremamente cruel da humanidade: é o caso do garotinho Joaquim Ponte Marques, de apenas 3 anos de idade, estupidamente assassinado por quem, teoricamente, deveria ampará-lo, protegê-lo e encaminhá-lo na vida. Nas últimas semanas,  em Ribeirão Preto e  em todos os cantos onde a história se espalha, não se fala em outra coisa: o pequeno Joaquim, cuja imagem inocente foi estampada em todos os jornais e telejornais, foi adotado por todo o país como um filho, um neto, um bisneto ou um irmãozinho merecedor de total carinho.
É impossível ver aquele semblante sereno e aquele sorriso espontâneo sem sentir um mínimo de emoção. E é impossível, também, conter a indignação com a maldade praticada contra essa criança indefesa, esse verdadeiro anjinho de pureza.
Eu, sinceramente, fico feliz quando vejo Ribeirão Preto se destacando por aspectos positivos como, por exemplo, as pesquisas  científicas realizadas na Faculdade de Medicina da USP resultando em contribuições para a saúde das pessoas; obras como o trevão da Anhanguera, facilitando o acesso e a saída da cidade; nossas conquistas no esporte e no atletismo; o Theatro Pedro II sendo apontado entre os melhores do Brasil etc. Mas, por outro lado, me entristeço com o destaque negativo ensejado pela barbárie praticada, tudo indica, pelo padrasto e com a conivência da própria mãe  que assumiu tal risco ao se casar com um dependente de drogas.
"A perda de um filho não muda momentos da vida. A modifica por inteiro" -Tudo isto me leva a insistir numa tese da qual tanto tenho me ocupado nos últimos tempos: a importância da difusão de valores éticos e morais; do  valor de uma família bem constituída e, sobretudo,  da força dos bons exemplos, dentro e fora dos lares. Pessoas que praticam tal tipo de atrocidade são destituídas de valores morais; não amam nem a Deus,  nem ao próximo e nem a si mesmas!
Fico pensando no sofrimento do pai biológico desse  menino e  dos seus avós para os quais ele era tudo de bom; na vida que ele poderia viver  como profissional ou  pai de família;  nos apelidos que poderia receber ou nas alegrias e tristezas que poderia ter. Conforme li em artigo do jornalista  Guto Silveira (ele também vítima do infortúnio da perda de um filho ainda em tenra idade) “A perda de um filho não muda momentos da vida. A modifica por inteiro”. É uma dor, conforme constatou o próprio articulista,  que diminui com o tempo, mas jamais desaparece...
Ao jogar o corpo de Joaquim no rio Pardo seu algoz jogou fora o futuro que ele poderia ter e esse, sem dúvida, é um crime imperdoável!!!
 







 
Welson Gasparini é deputado estadual/PSDB, advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto.

 

Valorização da Família e do Professor

(Foto: reprodução/montagem: mococa24horas)
| Por Welson Gasparini |
Em reunião recente  da Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa, da qual sou integrante, o destaque foi a visita do reitor da Unesp, professor Júlio Cezar Durigan,  apresentando uma análise da atuação dessa importante universidade em nosso País. Discutimos, trocamos ideias e parabenizei  o reitor pela maneira inteligente como vem dirigindo aquela universidade.  Aproveitei  a oportunidade para reiterar uma tese da qual já me ocupei antes:  se quisermos dar um passo de gigante no desenvolvimento educacional, científico, técnico e econômico em nosso País, a medida mais acertada é aproveitar, criativamente, o que deu certo em outros países.
Acontecem reuniões e reuniões para se discutir métodos e programas de desenvolvimento. Acho que o Brasil não tem mais tempo para isso; o nosso atraso é muito grande, verdadeiramente absurdo.  Copiar o certo não é vergonha e nem abuso.   Se temos certeza de que a base correta para o desenvolvimento de um país é a educação, a ciência e a tecnologia, devemos ter a humildade de aprender com experiências alheias.  Vários países em situação de subdesenvolvimento, quase  de miséria e de fome há 20 anos, hoje estão numa situação invejável porque investiram maciçamente na área educacional.
O que eu defendo? Que os técnicos brasileiros atuantes nos  Ministérios da Educação, da Ciência e Tecnologia e nas áreas estaduais correspondentes visitem, por exemplo, a Coreia do Sul. Esse país deu um salto gigantesco porque deu importância a alguns itens básicos, entre tais a valorização da família e do professor. A família é fundamental no incentivo e na criação de uma mentalidade voltada para o aprendizado de atividades novas. Tempos atrás era questão de honra para um pai, para uma mãe, que o filho estudasse. Os pais, às vezes, eram até analfabetos porque  não tiveram a chance de estudar; hoje, felizmente, temos  vagas nas escolas e a educação básica tornou-se, até mesmo, obrigatória.  Precisamos recuperar os princípios desses pais antigos que se orgulhavam de colocar os filhos nas escolas para desenvolverem seus estudos até onde lhes fosse possível. Temos, assim,  de estimular a união das famílias em torno de um objetivo básico: o conhecimento!
Assim como a família precisa ser reconhecida na sua importância fundamental de transmitir valores morais e de vida aos seus integrantes, também precisa ser reconhecido o papel dos professores como instrumentos essenciais na difusão do saber. É preciso que nossos governantes valorizem os professores cujos salários, infelizmente, são horríveis, não compensando a dedicação exigida por essa carreira tão nobre; vocações legítimas são desviadas, até mesmo por uma questão de sobrevivência, para outros caminhos. Muitos professores abandonam o Magistério porque ganham pouco e, pior ainda, não são respeitados nem pelos pais e muito menos pelos alunos.
Podemos, assim, copiar as seguintes lições da Coreia do Sul: em primeiro lugar, valorizar a família e fazê-la valorizar a Educação: em segundo, valorizar o professor; em terceiro, proporcionar amplos  recursos para a infraestrutura básica das escolas. Finalmente,  um ensino programado para garantir o sucesso dos formandos, dando-lhes a expectativa de êxito nas profissões escolhidas.
 

Welson Gasparini é deputado estadual/PSDB, advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto.

 

Orgulho de Ser Político

|Por Welson Gasparini|
 
É comum ouvirmos, hoje em dia, que a classe política está bastante desprestigiada; muitos políticos têm vergonha de falar que o são porque, quando assim se  definem,  às vezes ouvem uma frase, infelizmente, muito comum:  “político nenhum presta.” A  fase atual,  realmente, é muito difícil; a população até tem razão em reclamar de tantos desmandos  acontecendo na administração pública e no procedimento de alguns políticos. Mas, na realidade, existem políticos bons e idealistas. Se não existem em número maior, é porque está faltando ao eleitorado selecionar melhor os candidatos através do processo eleitoral. Eu, mesmo, tenho  orgulho de ser   deputado estadual; gostaria, claro, de  realizar muito mais, porém tenho feito a minha parte, dentro das minhas possibilidades.   Comecei minha carreira política aos 17 anos quando ingressei na Juventude Democrata  Cristã. Depois, fui vereador e há  50 anos, completados no último dia 13 de outubro,  fui eleito  prefeito de Ribeirão Preto pela primeira vez. Eu tinha, então,  26 anos e,  depois, fui prefeito mais três vezes;  sou deputado estadual pela segunda vez  e fui deputado federal uma vez.
Tenho orgulho de ser político e da minha conduta como tal. Andando nas ruas da minha cidade ou da minha região nunca uma pessoa virou o rosto  para mim ou disse uma palavra desrespeitosa.  A pessoa pode até ser de outro partido, mas me respeita e, para mim, isto é muito importante. 
"Se a política está suja, é porque os cristãos não estão se envolvendo com ela, como deveriam, para limpá-la" - Precisamos, na verdade,  é  de mais gente participando do processo político. Costumo citar a  frase do Papa Francisco conclamando não só os católicos, mas todos os cristãos, para ingressarem na política. Ele dizia, no seu pronunciamento:  “se a política está suja, é porque os cristãos não estão se envolvendo com ela,  como deveriam, para limpá-la.”  Francisco, por sinal, foi enfático ao proclamar a política  como “ uma das formas mais altas de caridade, porque busca o bem comum.”
A busca do bem comum, realmente, é necessária; modéstia à parte, tenho trabalhado em função desse objetivo preconizado pelo santo Papa.  Na Assembleia Legislativa, como deputado estadual, sou membro efetivo da Comissão de Saúde e da Comissão de Ciência, Tecnologia e Informação; pertenço a várias frentes parlamentares, nas quais  atuo com grande entusiasmo e sou  coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Malha Ferroviária Paulista e também da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético, instalada há poucos dias;  participo, ainda, da  Frente Parlamentar pela Desoneração dos Medicamentos e da Frente Parlamentar em Defesa das Santas Casas.
Por tudo isso e muito mais, também grato pelo  apoio do governador Alckmin aos meus pleitos,  reitero: tenho orgulho de ser deputado, de ser político e de estar conseguindo muitos recursos e obras para Ribeirão Preto e região sem  nunca ter deixado de perseverar na luta pelo  bem comum...
 
Welson Gasparini é deputado estadual/PSDB, advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto.

 

Cadê o gigante?

Em junho, multidões se mobilizaram nas ruas em busca de seus direitos
(Foto: Marcelo Camargo/ABr/divulgação)
| Por Bruno Varella Miranda |
Em junho de 2013, multidões nas ruas provocaram um fenômeno poucas vezes visto no Brasil. Pouca gente esperava tamanha mobilização e, talvez por isso, não faltaram os que tentaram traçar cenários sobre o que ocorreria quando o asfalto voltasse a ser ocupado pelos automóveis (até mesmo este que vos escreve se arriscou!). Cerca de quatro meses depois, a dúvida é outra: por que a maioria dos manifestantes não voltou às ruas diante de questões como as controvérsias relacionadas ao julgamento do chamado Mensalão? Ou mesmo, por que parte da população não se mobilizou para defender o registro da Rede Sustentabilidade, partido cuja provável candidata possui considerável intenção de voto?
Pensando em possíveis respostas, lembrei-me de um texto
publicado em 2010 na Folha de São Paulo. O artigo, assinado por Malcolm Gladwell, conta a história de um protesto ocorrido nos Estados Unidos nos anos 1960, quando ainda existiam políticas de segregação racial no sul do país. Quatro amigos negros tiveram uma ideia, simples, mas poderosa: após semanas discutindo no dormitório da universidade, decidiram ir a uma lanchonete, sentar-se no balcão e pedir um café. Tendo em vista as “regras do jogo” – que reservavam aos negros um limitado espaço nos estabelecimentos, em pé – tal empreitada poderia ser arriscada. Negado o pedido, decidiram voltar nos dias seguintes, atraindo atenção crescente, além de uma série de ameaças. O resultado é conhecido: nem mesmo a violência foi capaz de frear o movimento pelos direitos civis nos EUA
O que explica, então, o fato de os estudantes negros dos EUA terem insistido, enquanto a maioria dos protestantes no Brasil optou por voltar para casa? Gladwell argumenta, baseado em uma série de estudos, que o grau de amizade entre os protestantes fez toda a diferença. Em outras palavras, o que fez os quatro manifestantes resistirem diante da pressão foi o fato de compartilharem algo mais que a revolta com a discriminação; o que os unia ali era, antes de tudo, relações pessoais que haviam cultivado. Na sequência, o autor inicia uma interessante discussão sobre os limites das redes sociais, como o Facebook ou o Twitter, para promoverem mobilizações como o movimento norte-americano pelos direitos civis. Em resumo, tais ferramentas seriam incapazes de mobilizar as pessoas quando algum tipo de custo ou risco esteja envolvido.
O papel das redes sociais nos protestos no Brasil - É justamente aí que o papo começa a ficar interessante. Muito se falou sobre o papel das redes sociais durante os protestos no Brasil. De fato, é provável que a internet tenha contribuído para as mobilizações de junho. Ocorre que, devido a isso, os protestos foram o que foram: milhões de pessoas nas ruas, com seus cartazes, pagando um pequeno custo e assumindo um pequeno risco por uma causa abstrata. Postadas as fotos no Facebook, a maioria das pessoas voltou aos seus afazeres com a sensação de missão cumprida. A falta de uma identificação mais concreta entre os indignados, que foi a força do movimento em um primeiro momento – quem não se lembra das mensagens postadas com frases como “o gigante acordou” – acabou sendo a sua maior fraqueza.
Passemos agora a uma outra notícia
recente, publicada no site Uol. Nela é apresentada uma rede social voltada a conectar indivíduos e empresas ligados ao agronegócio. Chamada Sojabook, a ideia é resultado do trabalho de um empreendedor argentino chamado Mariano Torrubiano. Como uma rede social, apresenta todas as vantagens e desvantagens de suas irmãs mais conhecidas. Em outras palavras, o Sojabook – e qualquer outra iniciativa inspirada no conceito de rede social – tem potencial para consolidar-se como um espaço para a troca de informações e o aproveitamento de algumas oportunidades econômicas. Entretanto, tal movimento deverá ocorrer apenas quando nenhum custo ou risco estiver envolvido.
O leitor entusiasta das redes sociais provavelmente achará essa opinião pessimista. De fato, para uma série de atividades a Internet é fantástica. Por exemplo, possibilita o enorme intercâmbio de experiências e opiniões entre indivíduos vivendo realidades distintas. Pensando no longo prazo, porém, vale a pena perguntar: alguém espera que, em cinco anos, abundem exemplos de parcerias estratégicas entre produtores rurais que se conheceram por meio de uma rede social? Na hora de fazer um investimento na lavoura, o que conta mais: a opinião de um amigo ou a discussão em um fórum da Internet? Vocês acreditam no poder de um manifesto apoiado por milhares de “assinaturas eletrônicas” pedindo alguma mudança na legislação, por exemplo?
Em resumo, redes sociais têm despertado gigantes em diversos segmentos, mas tais “monstros” têm características bem diferentes do que os mais otimistas supõem. Longe de provocar grandes revoluções, é possível que essas ferramentas apenas “lubrifiquem” determinadas relações baseadas nos chamados laços fracos. Embora tais ligações sejam fundamentais para a rotina econômica – muitos contatos podem fazer a diferença na hora de conseguir um emprego, por exemplo –, não é dali que sairá a próxima grande novidade em termos de gestão ou um projeto inovador de ação coletiva entre os agricultores. É bem provável que “grandes novidades” continuem a ser concebidas em velhos palcos: nada melhor que os churrascos de domingo ou o futebol com os amigos para facilitar determinados acordos.

(Foto: reprodução)
Bruno Varella Miranda é mestre em Administração pela USP, doutorando em Economia Agrícola pela Universidade de Missouri (Columbia, Estados Unidos) e articulista do portal MilkPoint.com.br










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